CCT: segunda rodada de negociações não traz acordo

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Após a segunda reunião com os empresários sobre a Convenção Coletiva de Trabalho, na tarde de 30 de julho, o Sindiforte rejeitou a proposta do patronal, que era apenas um reajuste de 9%, percentual que sequer cobre a inflação do período. Haverá ainda uma nova reunião, em data a ser marcada, onde o Sindicato espera que a proposta melhore. Após essa terceira reunião, será convocada assembleia geral com a categoria.

“O Sindicato não vai ceder à pressão do patronal. Eles querem colocar a culpa na economia, no governo, alegam dificuldades em repassar o aumento, mas conhecemos essa estória. Nossa diretoria tem estado direto na porta das empresas, conversando com os trabalhadores. Estamos também em estreito contato com os sindicatos de Minas, São Paulo, Espírito Santo e Brasília para fortalecer o movimento da negociação. E, além do reajuste salarial, temos outras pautas para as quais não recebemos resposta”, declarou o presidente José Bezerra.

O vice-presidente Rosemberg completou: “A reunião durou uns 15 minutos apenas, e nem permitiram que tirássemos fotos. Estavam lá os diretores de todas as empresas, o Dr. Clemente, Alessandro Abraão e o negociador profissional, Renato. Queremos dizer aos trabalhadores que fiquem tranquilos. Nosso aumento será retroativo a 1º de julho e a Convenção será válida por um ano. A hora é de permanecermos unidos para o sucesso final da negociação”.

Confira algumas das reivindicações do Sindiforte

– cartela de 30 tíquetes + 20 de férias para o pessoal do carro-forte;

– cartela de 28 tíquetes + 18 de férias para a tesouraria;

– piso de R$ 1.342,00 para a tesouraria;

– piso de R$ 1.500,00 para os vigilantes de base;

– fim da compensação de uma hora da tesouraria;

– PPR para administrativo e inclusão da Rodoban e Fenixx no Programa